sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Quase instalada

Depois de uns dias muito intensos, está finalmente quase tudo arrumado. Graças à ajuda da minha mãe, sem ela teria demorado imensamente mais tempo, além de não conseguir imaginar como me teria desembaraçado com os meus...ups...talvez 80 kg de bagagem, principalmente na parte de ir assinar o contrato à agência que fica num primeiro andar, ao qual se sobe por uma escada estreitinha.

Ainda palmilhei um bocado, entre limpar a casa e arrumar as coisas, fazer as primeiras compras e dar os passos burocráticos necessários. Falta ainda ver como vai ser com o telefone e a Internet, estou a escrever em casa e amanhã vou passar no centro dos computadores, sempre se poupa uns trocos com o copy paste.Também ainda não tenho acesso total à conta bancária mas já tenho cartão de crédito, que serve para desenrascar se for preciso.

As primeiras impressões da vida em Inglaterra são positivas, as pessoas são simpáticas e hoje enquanto estava ao telefone com um funcionário do fornecedor de luz/gás, entre vários “espere 2 segundos, por favor” e “estou a pôr os dados no sistema”, quase ficámos amigos...lol...eu acabei por lhe explicar que era portuguesa e tinha acabado de chegar (o meu apelido com os seus rr é um desafio para eles), falámos do tempo, do frio que aqui faz no Inverno, e da neve...

O que me traz à minha primeira observação: eles resolvem quase tudo pelo telefone. Para marcar entrevista para inscrição na segurança social, a gestão da minha conta, para me registar para pagar o Council tax (vulgo contribuição autárquica), para fazer os contratos de luz e gás... Mesmo quando vamos aos sítios de atendimento ao público têm telefones disponíveis para ligarmos para outros lados e tratar das coisas. Os serviços devem estar mais centralizados.

No entanto, a parte de falar ao telefone não ajuda muito, porque acrescenta um grau de dificuldade para perceber o que eles dizem. Em certas palavras ou expressões menos familiares, parece que o meu cérebro desliga e deixa de reconhecer o inglês. Há-de passar com o tempo.

Observação nº 2: não vendem (ou eu ainda não fui capaz de encontrar) álcool etílico. Quando perguntei pelo álcool a um funcionário no Tesco, ele simpaticamente foi-me mostrar a zona das bebidas alcoólicas (as figuras que uma pessoa faz). Existe uma coisa - spirit - à venda no Boots (que é uma espécie de farmácia, tipo aquelas que começam a aparecer nos nossos supermercados) que supostamente servirá para desinfectar mas é produzida pela BP e cheira mesmo a derivado de petróleo.

Outra coisa que já tinha visto quando vim à entrevista, é que existe pacotes de sumo de romã (aka pomegranate). Eu adoro romã, havia uma romãzeira enorme no quintal da minha avó, mas nunca tinha comido sem ser do fruto.

Ainda tenho umas coisas que tratar amanhã (6ª feira) mas gostava de tentar dar um pulo a Londres no sábado, hoje fui só de passagem ao consulado português, perto de Regent’s Park. Domingo é para descansar e preparar para o grande dia.

Beijinhos grandes para todos, espero ter notícias vossas em breve.

PS - o sofa-cama esta aprovado, e ainda sobra chao, a sala e' relativamente grande

trishia @ Ware

3 comentários:

Anónimo disse...

Gostei muito de saber notícias tuas.O teu pai esteve cá em casa e estivemos a falar àcerca da viagem pelo que o que li no blog já não foi uma completa novidade. Bom trabalho e melhor divertimento. Beijinhos do tio luís e rosa

Anónimo disse...

Olá prima!
Tenho pensado várias vezes em ti e andado com muita curiosidade para saber notícias tuas, mas nem sempre tenho vindo à net, e hoje deci fazê-lo.
Já estou a par das notícias e tanto quanto percebi, não tarda nada ... e apesar das primeiras dificuldades ... estás nacionalizada inglesa!!!
Beijinhos e muita força.

Rita Ferreira

Anónimo disse...

Vês como deu jeito a ajudinha da mãe?!
Ela sabia que tu, nesta fase, tinhas muita coisa para tratar e organizar.
Mãe é assim mesmo!...
Beijinho da
Rosário